quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ottawa Senators renova contrato de Jean-Gabriel Pageau

Jean-Gabriel Pageau saindo do aquecimento pré jogo no dia 17 de Janeiro de 2015. (Foto: Andre Ringuette / Getty Images)

A semana está se encaminhando para a reta final, mas muitas noticias estão sendo espalhadas no mundo do hóquei, uma delas é a renovação do contrato de um jogador que eu gosto muito, se trata de Jean-Gabriel Pageau.

Pageau é um nativo de Ottawa, então nem precisa dizer que o garoto de 22 anos se sente honrado por jogar em um clube profissional da cidade. Acontece que Pageau apareceu nos playoffs da temporada 2012-13 como uma grata surpresa, mas depois dessa grande performance, Pageu passou duas temporadas se dividindo entre a NHL e AHL para aprimorar seu jogo. Ele foi importante em uma reta final fantástica para o Ottawa Senators neste ano, aonde o clube conseguiu fazer seu retorno aos playoffs.


Seu novo contrato entra em vigor na próxima temporada (2015-16), aonde ele deverá dividir as atenções com outros jovens que tiveram impacto imediato, caso de Mark Stone (candidato ao troféu Calder) e Mike Hoffman, líder em gols entre os novatos.

Pageau vai ocupar U$900 mil dólares no cap hit de Ottawa, já que seu contrato vale por dois anos com um valor total de U$1,8 milhões de dólares.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O MOCK – PARTE 4



Para aquecer um pouco essa quarta parte do nosso Mock, vamos relembrar alguns dos melhores picks da história do Draft nas posições de 16 a 20:

- Em 1982, Buffalo Sabres selecionou com a pick #16 Dave Andreychuk, Left Winger que se aposentou com 1.338 pontos em 1.639 jogos

- Em 1969, o Philadelphia Flyers selecionou (o que viria ser um dos seus maiores ídolos) com a pick #17, Bobby Clarke. Clarke foi o Capitão dos Broad Street Bullies, ganhou 2 Stanley Cups, 3 Hart Trophies, e se aposentou relativamente cedo (35 anos) com 1.210 pontos em seu currículo.

- Em 1991, Boston Bruins selecionou com sua escolha de #18, Glen Murray, um importante jogador que ultrapassou a marca de 1.000 jogos na NHL.

- Com a 19ª escolha, em 1991, os Winnipeg Jets, selecionaram Keith Tkachuk, um dínamo ofensivo que anotou mais de 1.000 pontos em sua carreira. Tkachuk foi o primeiro jogador nascido nos EUA a liderar a liga em goals em uma temporada (52 gols).

- New Jersey tem uma excelente memória de sua pick #20 no Draft de 1990, quando selecionou Martin Brodeur. O futuro Hall of Famer acabou se tornando um dos melhores goleiros da história, batendo records de vitória e shutouts na temporada regular, além de ter levado 3 Stanley Cups e 4 Vezinas pra casa. Só como informação divertida... Nesse ano Calgary selecionou Trevor Kid com a 11ª escolha.  

Moral da história, um próximo super astro da liga pode surgir de qualquer lugar. Então vamos seguir em frente com as nossas próximas escolhas:


16 – EDMONTON OILERS (VIA PITTSBURGH PENGUINS)
JÉRÉMY ROY (Defesa) – SHERBROOKE PHOENIX (QMJHL)
46gp – 5g + 38a – 43p (-2)

Defesa, defesa, defesa... Goleiro também... Mas principalmente defesa. Não é segredo para ninguém que Edmonton precisa de Defesa. Apesar de Darnell Nurse estar perto de estreiar na NHL, os Oilers têm muito pouca depth defensiva. Justin Schultz é praticamente o #1 Dman da equipe. Tendo isso em mente, colocamos Jérémy Roy como a escolha da equipe para o #16. Roy é um Defensor Two-Way que tem agilidade, uma ótima patinação, e sabe comandar Power-Play. Ofensivamente falando, se olharmos as estatísticas, veremos que ele terminou a temporada passada com um ponto a menos que sua campanha anterior... Isso poderia ser problemático, não fosse os 18 jogos a menos que ele jogou esse ano em um time que terminou como o pior da liga. Defensivamente, o garoto terminou com -2 de plus-minus NO PIOR TIME DA LIGA (vale reforçar), e isso é impressionante! Inteligente, rápido, uma ameaça no ataque e com qualidades defensivas sólidas, Jérémy Roy é uma aposta de baixo risco com ótima recompensa. Um jogador com projeção para Top 4 D na NHL é o tipo escolha que Edmonton precisa no momento.


17 – WINNIPEG JETS
JOEL ERIKSSON EK (Center) – FÄRJESTAD (SHL)
34gp – 4g + 2a – 6g (Even)

A situação dos Jets para esse Draft é tão boa, mas tão boa, que não nos surpreenderemos se eles trocarem uma, ou as 2 picks que têm no primeiro round esse ano. O roster de Winnipeg é jovem e talentoso, e não só no ataque, mas também na defesa e até mesmo no gol. O pool de prospects é um dos melhores da Liga com promessas como Nicholas Ehlers, Chase de Leo, Nick Petan, Josh Morrissey, Kostalek, Hellebuyck e Comrie. Com um time balanceado e pool rica, os Jets podem ter o luxo de fazer apostas de relativo risco, e uma boa aposta para esse ano é Joel Eriksson Ek. Um jogador que vem em uma ascensão impressionante nos últimos meses, que tem fisicalidade, grande visão de gelo, tiro preciso e grande habilidade com as mãos. Eriksson era pouco comentado até sua subida para a SHL (Liga Sueca de Hockey), e desde então, ele vem subindo nos rankings como um jato (perdoem o trocadilho). Scouts dizem que o jovem precisa ainda de uns 2 ou 3 anos de desenvolvimento, mas o alto risco poderá render a Winnipeg um fantástico Center no futuro próximo.


18 – OTTAWA SENATORS
YEVGENI SVECHNIKOV (Left Wing) – CAPE TOWN SCREAMING EAGLES (QMJHL)
55gp – 32g + 46a – 78p

Ottawa é um time curioso. Na temporada passada o jovem time arrancou na segunda metade da temporada das últimas posições na liga para os playoffs. Ottawa mostrou esse ano que joga em velocidade, joga na pressão, e o melhor de tudo, é um time com muito futuro pela frente. Porém, com a subida de inúmeros rookies o time está uma pool de prospects fraca, então qualquer posição pode ser explorada de maneira igual nesse Draft. Se levarmos em conta o estilo de jogo da equipe, Yevgeni Svechnikov se torna a escolha perfeita para Ottawa. Com bom porte físico, incrível habilidade com o stick, boa patinação e um tiro muito preciso, o Russo é o tipo de jogador que os Senators gostam. Um sniper dinâmico que daria ainda mais ofensividade a equipe. Em sua primeira temporada no Canada, no gelo menor, o winger já conseguiu superar a média de 1 ponto por partida por uma boa margem, e é considerado uma das maiores ameaças ofensivas da CHL. Apesar de extremamente talentoso no ataque, Evgeny Svechnikov terá que trabalhar em seu jogo defensivo se quiser estar na NHL rapidamente.


19 – DETROIT RED WINGS
NICK MERKLEY (Center) – KELOWNA ROCKETS (WHL)
72gp – 20g + 70a – 90p (+29)

Aqui temos outro forte candidato a Steal do Draft, e não é uma surpresa ser de Detroit. Os Red Wings deverão começar a procurar Centers em breve, principalmente com a chegada de Datsyuk a reta final de sua carreira. Nick Merkley, nessa altura do Draft, é o prospect com melhor projeção para se tornar um Center de Top Line. A altura não deve ser um problema para a equipe (que a anos vem colecionando jóias baixas como Tatar, Nyquist, ou Datsyuk), pois apesar de baixo, o jovem é rápido, explosivo e tem muita intensidade em seu jogo. Aproveita as falhas de adversário como ninguém, e considerando o número de assistências nesse ano dá para deduzir que ele tem um ótimo faro para playmaker. Com uma campanha fantástica na Memorial Cup, que ajudou seu time a ser vice-campeão, Merkley com certeza é um jovem valioso demais para se passar a essa altura do Draft. Uma combinação fantástica de tenacidade, inteligência e intensidade, todos ingredientes que o time de Detroit adora.


20 – MINNESOTA WILD
BROCK BOESER (Right Wing) – WATERLOO BLACK HAWKS (USHL)
57gp – 35g + 33a – 68p (-1)

Minnesota é um excelente time, com boa depth na defesa, excelentes centers (mesmo com os boatos de saída de Mikko Koivu), e wingers mortais, como Parise e Vanek. A equipe também é jovem, o que dá tempo para uma reconstrução da Pool, que atualmente conta basicamente Alex Tuch de prospect badalado. Levando em consideração que Niederreiter e Pominville os melhores Right Wingers dos Wilds, Brock Boeser pode ser uma escolha estratégica e precisa para o time. O nativo de Minnesota é um winger dinâmico, ofensivamente talentoso, que tem um tiro muito preciso, boa visão de jogo, bom posicionamento e uma incrível habilidade de possessão do puck. Apesar de não ser o maior dos prospects, ele sabe usar muito bem seu tamanho para gerar turnovers e criar chances de gol. Sabe dominar as 3 zonas do gelo e apesar de não ser um playmaker, tem um ótimo passe. Brock Boeser é um Winger que tem chances ocupar o cargo na linha principal de Minnesota em alguns anos se conseguir desenvolver apropriadamente seu jogo na NCAA.



Semana que vem entraremos na reta final com as últimas 10 escolhas. Focaremos nossa atenção nas escolhas de Buffalo (2ª escolha), Washington Capital, Vancouver Canucks, Toronto (2ª escolha) e Winnipeg (também com sua 2ª escolha). Gostou ou discordou, por favor comentem, adoramos um debate. 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Chicago Blackhawks volta a vencer Stanley Cup em casa após 77 anos

Membros do Chicago Blackhawks posam para foto comemorativa com a Stanley Cup. (Foto: Tasos Katopodis / Getty Images)

Na última Segunda-feira 15/06, o Chicago Blackhawks conquistou o sexto titulo da Stanley Cup no curriculo da franquia. A equipe de Illinois derrotou o Tampa Bay Lightning pelo jogo 6 da série final e conquistou o terceiro titulo em seis anos.

Os Blackhawks conquistaram a Stanley Cup em casa depois de 77 anos, já que haviam feito pela última vez em 1938.

Vamos direto ao ponto principal do confronto, o segundo período, a equipe comandada pelo capitão Steven Stamkos, viu o mesmo perder uma chance clara de gol, diante de Corey Crawford, que fez uma grande defesa com as pernas. Em sequência, Nikita Kucherov fez uma belíssima jogada e encontrou Anton Stralman livre de marcação, mas o defensor acabou furando no chute e perdeu a chance de abrir o placar. Após isso a equipe da casa impôs uma grande pressão, e ela surgiu efeito nos instantes finais do segundo período, Patrick Kane disparou ao gol de Ben Bishop e no rebote Duncan Keith conseguiu superar o goleiro e fazer a alegria do público presente no United Center. Com o relógio indo em direção ao término do terceiro período, Tampa Bay se viu obrigado a atacar e foi em uma dessas chances de contra-ataque que Chicago conseguiu o segundo gol e matou o confronto. Brandon Saad e Brad Richards trabalharam com muita paciência na zona ofensiva até encontrarem o camisa 88 livre no canto direito, Kane conseguiu arrematar de primeira e ampliar a vantagem em 2-0, vantagem que consolidou até o fim do jogo. Tampa Bay tentou a tática do empty net, mas não obtiveram muito sucesso, ao fim da sirene os jogadores entraram no gelo para comemorar o sexto título da franquia.



                                                               Cerimônia do campeão!

A cerimônia do campeão começou instantes após o término da partida e Duncan Keith foi o primeiro a ser homenageado, o defensor de Chicago arrancou muitos aplausos após receber o troféu Conn Smythe, concedido ao MVP dos playoffs.



O capitão Jonathan Toews, assim como Keith, Kane, Niklas Hjalmarsson, Patrick Sharp, Marian Hossa e Brent Seabrook conquistaram os últimos três títulos com a franquia, 2010, 2013 e 2015. Abaixo a cerimônia de entrega da Stanley Cup.




                                                                Aposentadoria


Kimmo Timonen disse adeus ao gelo por definitivo, o defensor de 40 anos já havia anunciado durante a temporada regular que iria se aposentar logo após o fim da temporada, ele que teve uma grave doença, lutando contra um coágulo de sangue. O finlandês conseguiu sair por cima, conquistando seu primeiro titulo na carreira. Timonen foi o segundo a poder tocar na taça, recebendo do capitão Toews.

"Deixo este jogo como um campeão da Stanley Cup. Não posso pedir nada mais do que isso", disse Timonen.

Bônus: Você pode acessar a galeria completa de fotos clicando AQUI

sábado, 13 de junho de 2015

Chicago Blackhawks vence na Amalie Arena e pode conquistar titulo em casa

Antoine Vermette durante comemoração do segundo gol. (Foto: Bill Smith / Getty Images)

Após ser afastado do jogo 4 devido a uma lesão, Ben Bishop retornou ao lineup do Tampa Bay Lightning diante de sua torcida neste Sábado. O duelo acabou em 2-1 para Chicago, que agora possui o sonho da Stanley Cup muito próximo da realidade.

Bishop tem excelentes criticas positivas quando o assunto é intimidade com o disco, ele não é um Martin Brodeur, mas faz muito bem seu papel quando ele é solicitado, mas desta vez não foi bem assim. No primeiro gol de Chicago, o goleiro se precipitou ao sair do gol na tentativa de rifar o disco, mas acabou atrapalhando o defensor Victor Hedman, quem se saiu bem foi Patrick Sharp, aproveitando a colisão entres os dois adversários e empurrando o disco para o fundo do gol. Na metade do segundo período a equipe da casa conseguiu o empate com Valtteri Filppula, na ocasião, Jason Garrison fez um passe achando o central nas costas da defesa, ficando livre para fazer o arremate. O balde de água fria chegou nos dois primeiros minutos do terceiro período. Kris Versteeg puxou o contra-ataque e na sequência disparou encima de Bishop, no rebote, Antoine Vermette completou a jogada em alta velocidade e empurrou o Chicago Blackhawks na liderança da série em 3-2, ficando à uma vitória do titulo da Stanley Cup.



                                                                       Estatísticas 

Corey Crawford novamente esteve em uma grande noite, assim como no jogo anterior em Chicago, o goleiro canadense teve um alto desempenho e foi fundamental para a vitória na Amalie Arena. Crawford agora está à uma vitória de empatar com Tony Esposito em números de vitórias em playoffs pela franquia.

Estatísticas de Corey Crawford. (via TSN Stats)

"Nós vamos levar este impulso, estamos muito animados sobre isso agora, e queremos levar esta conquista para o próximo jogo." disse Crawford.

A última vez que os Blackhawks conquistaram uma Stanley Cup em casa foi em 1938, exatamente 77 anos atrás. Mas eles contam com todos os recursos e ferramentas necessárias para mudar essa história na Segunda-feira no United Center, diante de uma torcida calorosa, que sempre ultrapassa as margens de 22 mil pessoas.


                                              Pós jogo com o treinador Jon Cooper

Jon Cooper explicou sobre a situação de Nikita Kucherov após o termino da partida. (Bill Smith / Getty Images)

Nikita Kucherov deixou o jogo desta noite no primeiro período com uma suspeita de lesão no ombro, aonde ele acabou colidindo com o goleiro de Chicago e logo em seguida com a trave.

"Eu não tenho uma atualização sobre "Kucherov", explicou o treinador Jon Cooper, "Eu pensei que ele iria voltar, mas ele vai ser avaliado, provavelmente esta noite e amanhã."

"Ele é um cara muito importante nos playoffs e uma grande ameaça lá na frente, fazendo parte dos jogadores próximos de um ponto-por-jogo", disse Cooper. "Em uma série onde os objetivos estão em uma acensão, é difícil quando você perde um de seus caras."

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Andrei Vasilevskiy faz sua estréia, mas é Chicago quem vence

Patrick Sharp perde chance de abrir o placar em um breakaway contra Andrei Vasilevskiy durante o segundo período.
(Foto: Dave Sandford / Getty Images)

No jogo 4 entre Tampa Bay Lightning e Chicago Blackhawks, Andrei Vasilevskiy fez sua estréia oficial em playoffs, depois de jogar um curto período de 9 minutos no jogo 2, Vasilevskiy teve sua oportunidade e substituiu o lesionado Ben Bishop.

Vasilevskiy teve um primeiro período tranquilo, aonde Chicago só chegou a assustá-lo por duas vezes, uma delas com Patrick Sharp. Já no segundo período, Vasilevskiy novamente parou o camisa 10 de Chicago em um breakaway e teve muita sorte no arremate de Johnny Oduya que resvalou na trave. No gol de Jonathan Toews que abriu o placar, o goleiro russo não conseguiu interromper a passagem do disco com a perna direita, mas convenhamos, a jogada foi rápida demais para culpá-lo. Para empatar o duelo, Tampa precisou de sua primeira linha trabalhando atrás do gol de Corey Crawford, em uma brilhante jogada de Valtteri Filppula, o central deixou Alex Killorn livre de marcação, aonde só teve o trabalho de empurrar o disco para o fundo do gol. 

Chicago começou o terceiro período assustando o adversário, e quase estiveram novamente na frente no disparo de Kimmo Timonen, que explodiu na trave. Mas foi em Brandon Saad que a equipe da casa conseguiu o triunfo, Saad passou pela defesa dos Bolts e fez um disparo rasante entre as pernas de Vasilevskiy para fazer 2-1. O capitão Steven Stamkos teve duas oportunidades claras para empatar o confronto, uma delas foi parada no bom desempenho de Crawford, em outra oportunidade, Stamkos foi roubado pelo defensor Brent Seabrook, que fez o bloqueio no momento certo, o desvio foi fundamental para tirar o disco da direção do gol e selar o triunfo no United Center. A vitória no jogo 4 pelo placar de 2-1 deixou em igualdade esta série que se mostra bastante equilibrada, com o vencedor sempre vencendo por um gol de diferença.



Curiosidades: Esta é a primeira final de Stanley Cup desde 1968, em que todos os quatro jogos foram decididos por um gol de diferença.

Jogo 5: O próximo encontro entre as equipes será neste Sábado 13/06, às 21 horas, com a série retornando para a Florida. A expectativa é que a Amalie Arena volte a receber um público com 19.204 pessoas, assim como foi nos dois primeiros duelos.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Gol nos minutos finais deixa os Bolts na frente pela corrida da Stanley Cup

Cedric Paquette celebra gol que deu a vitória ao Tampa Bay Lightning nos minutos finais do terceiro período.
(Foto: Scott Audette / Getty Images)

Segunda-feira foi dia de jogo 3 na final da Stanley Cup, com o United Center voltando a receber um jogo de tal importância desde 2013, quando Chicago conquistou o titulo sobre o Boston Bruins.

A experiencia não foi das mais agradáveis, além de saírem de uma desvantagem após perder o jogo 2, Chicago também teve que lutar contra o questionável Ben Bishop. O goleiro de Tampa era uma grande duvida para este terceiro duelo, e só foi confirmado instantes antes da partida. Bishop se saiu bem e só foi contrariado por Brad Richards durante o primeiro período, em uma oportunidade no power-play e Brandon Saad no terceiro período, na ocasião lançava os Blackhawks na vantagem de 2-1. Para o lado de Tampa, Ryan Callahan e Ondrej Palat deixaram suas marcas, deixando o placar empatado até os três minutos finais do período regulamentar. Pois foi aonde Victor Hedman que em grande noite, serviu pela segunda vez um companheiro de equipe, dessa vez Cedric Paquette não desapontou e empurrou no canto livre de Corey Crawford para selar a vitória em 3-2 e alcançar a liderança da série em 2-1 sobre Chicago.




Jon Cooper durante o pós-jogo. (Jonathan Daniel / Getty Images)

O treinador de Tampa, Jon Cooper novamente se recusou a revelar qual tipo de lesão está incomodando Bishop. Enquanto o defensor sueco e destaque da partida se manifestou sobre o seu esforço em manter a defesa em ordem e produzir lá na frente. Depois Hedman finalizou comentando "Eu quero sempre ficar melhor."

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O MOCK - PARTE 3


Finalmente entramos na metade de nosso mock, e junto com a terceira parte começamos uma fase onde as equipes não apresentam problemas estruturais tão visíveis como nos picks anteriores. A partir de agora veremos elencos sólidos, onde as escolhas servirão para preenchimentos estratégicos, tanto para o roster atual, como para planejamento e manutenção do elenco para o futuro. Veremos equipes que não se qualificaram para os Playoffs (com exceção de Calgary) por questão de equilíbrio da liga, mas que possuem um Roster forte para voltar aos offs na próxima temporada.

Seguindo esse pensamento, apresentamos nossos picks para as escolhas de 11 a 15 do Draft de 2015:


11 – FLORIDA PANTHERS
MIKKO RANTANEN (Center/Right Wing) – TPS TURKU (Liiga)
56gp – 9g + 19a – 28p (-1)

Flórida pela primeira vez em MUITO tempo possue um roster de NHL com legítimos 1C e 2C. A Top Line de Flórida é impecável do jeito que está com Huberdeau, Barkov e Jagr, o que os Panthers precisam é de um Right wing para Bjugstad. Mikko Rantanen pode vir a ser perfeito para esse papel.  Apesar de seu tamanho (1,93m e 95kg) o jovem é tido mais como um habilidoso winger que um Power Forward. O jogo de Rantanen não é particularmente físico, sendo esse um dos defeitos em seu jogo, mas é cheio de explosão e criação. Rantanen possue um ótimo QI para o Hockey, sabendo onde se posicionar e como se movimentar, com ou sem o puck. Além da falta de presença física no forecheck ou backcheck, Rantanen também necessita aprimorar seu tiro e sua habilidade de patinação, mas esses são elementos que valem a pena investir no desenvolvimento, se levarmos em conta suas virtudes. Inteligente e habilidoso o jovem consegue jogar tanto de Center, quanto em ambas as Wings. Outro detalhe que vale lembrar é que Rantanen já joga entre adultos desde o ano passado, e teve uma fantástica temporada anotando 28 pontos. Se Rantanen sobrar para 11º já é motivo para Florida celebrar.


12 – DALLAS STARS
TIMO MEIER (Right Wing) – HALIFAX MOOSEHEADS (QMJHL)
61gp – 44g + 46a – 90p (+20)

A Top Line de Dallas é com certeza uma das mais ameaçadoras da Liga com o combo Tyler Seguin e Jamie Benn. Adicione Nichushkin a essa linha (quando saudável), e temos uma fantástica combinação de arsenal ofensivo com um forecheck avassalador. O que Dallas precisa? Ataque secundário. Jason Spezza, apesar de ainda produtivo, está praticamente sozinho na segunda linha, e Timo Meier pode ser uma escolha que o ajudaria a retomar a produção que um dia ele teve em Ottawa. De tiro rápido e preciso, Meier, em sua segunda temporada na Q anotou mais de 40 gols. Nicolas Ehlers pode ter um pouco a ver com a produção do Winger suíço, mas desconsiderar sua alta produtividade ofensiva com o argumento de que ele jogou ao lado de um dos melhores prospects na Liga, é como dizer que ele não dará certo na NHL pq ele não jogará com ninguém de talento. O jovem é rápido e sabe criar oportunidades para colocar o puck no fundo do gol, e apesar de não ser muito alto tem um porte físico avantajado. Sua patinação melhorou muito da temporada passada para essa, o que propiciou a ele se tornar um jogador que consegue jogar tanto em uma linha habilidosa criando ameças ofensivas, como em uma Shutdown line num papel mais defensivo.


13 – LOS ANGELES KINGS
KYLE CONNOR (Center) – YOUNGSTOWN PHANTOMS (USHL)
56gp – 34g + 46a – 80p (+3)

Essa parece uma escolha fácil para Los Angeles. Os Kings possuem atualmente um time muito balanceado entre ataque e defesa, e ainda tem o luxo de ter uma equipe farm que é sem dúvida a melhor entre todas na AHL atualmente. Apesar da “péssima” temporada, o time não precisa de ajustes gritantes, e consegue até mesmo encontrar na própria franquia as possíveis soluções.  Esse cenário dá a Los Angeles uma posição confortável para escolher o Melhor Jogador Disponível, e se considerarmos o sistema e estilo de jogo dos Kings, Kyle Connor é esse jogador. Tido como um dos melhores Centers Two-Way desse draft, além de veloz e inteligente, o jovem já possui habilidades de patinação no nível NHL. Connor consegue dominar as 3 zonas do gelo pela sua excelente noção de posicionamento, e costura as defesas adversárias como ninguém para abrir espaço para seus wingers ou para ele mesmo sair na cara do gol. O estilo do jovem é perfeito para os Kings que tem um roster formado por jogadores talentosos que são responsáveis defensivamente, e se Connor desenvolver como o esperado nos próximos anos da NCAA, pode vir até a se tornar o #1C da franquia.


14 – BOSTON BRUINS
TRAVIS KONECNY (Center/Right Wing) – OTTAWA 67´S (OHL)
60gp – 29g + 39a – 68p (-1)

Escolhendo Travis Konecny, Boston ganha mais uma peça rápida, intensa e destemida para sua line-up. Apesar da Defesa começar a ser uma questão a ser tratada em Boston, principalmente com Chara chegando a fase de declínio de seu jogo, Konecny é um jogador muito valioso para se passar, ainda mais para um time que presa um jogo de pressão. O jovem possui velocidade e aceleração incríveis e sabe muito bem como usá-las, tanto para fazer cycle game, como para se atirar no Forecheck ou até mesmo para quebrar a defesa em uma transição de alta velocidade. Konecny é muito ágil com as mãos, tem um ótimo controle de puck e excelente visão do gelo que permite deixar seus companheiros em ótimas situações de gol. O lado negativo de Konecny é sua altura (1,78m e 80kg), mas isso não é tanto um problema se considerarmos que ele tem espaço para crescer seu porte físico, e mesmo com seu tamanho surpreende com um jogo de muita fisicalidade. Travis Konecny pode se tornar uma ferramenta mortal para Boston jogando na Wing de Bergeron ou Krejci.


15 – CALGARY FLAMES
THOMAS CHABOT (Defense) – SAINT-JOHN SEA DOGS (QMJHL)
66gp – 12g + 29a – 41p (+6)

Olhando para o Roster de Calgary, tanto o ataque quanto a defesa da equipe possuem futuros promissores. Gaudreau, Bennett, Granlund e Monahan comandam um ataque jovem e já bastante ofensivo, e Brodie e Giordano uma defesa sólida que levou o time aos playoffs depois de cinco anos fora dos playoffs. Se olharmos para a pool da equipe, vemos que os dois setores podem ser explorados, mas o que nos leva a escolher Thomas Chabot nesse primeiro round? Basicamente, o tempo. Apesar de ser um time jovem, devemos lembrar que um prospect defensivo leva mais tempo de desenvolvimento que um ofensivo e a defesa dos Flames, tirando Brodie é formada, em sua maioria, por jogadores de mais de 30 anos. Chabot é um prospect que pode enriquecer muito o core defensivo de Calgary. É um jogador Two-Way, com ótima visão do gelo, enorme mobilidade e habilidoso com o puck. É projetado como um sólido defensor All-Around que “devorará” muitos minutos por partida para a equipe.



Na nossa próxima parte teremos a segunda escolha de Edmonton, e as primeiras escolhas de Winnipeg, Ottawa, Detroit e Minnesota. A partir de agora as escolhas serão de times playoffs! Críticas ou elogios, compartilhe conosco, adoramos um debate.

domingo, 7 de junho de 2015

Tampa Bay vence com gol de Jason Garrison e leva a série empatada para Chicago

Jason Garrison e Victor Hedman se abraçam para comemorar vitória no jogo 2. (Foto: CBC Hockey)

Neste Sábado a Amalie Arena recebeu o segundo jogo da Stanley Cup e com um público caloroso com pouco mais de 19 mil pessoas, e dessa vez o resultado foi bem diferente do primeiro jogo.

Jonathan Drouin fez sua estréia nesta emocionante final e logo no inicio do confronto o rookie teve uma grande chance para abrir o placar. Mas foi seu companheiro de equipe, Cedric Paquette, quem teve sucesso, o camisa 13 fintou Brandon Saad e fez o arremate no canto direito do goleiro. No período seguinte, Chicago conseguiu a virada nos gols de Andrew Shaw e do inspiradíssimo Teuvo Teravainen, que anotou seu segundo gol nesta final da Stanley Cup. Tampa Bay novamente foi ao ataque e foram recompensados, Nikita Kucherov amarrou o placar ao desviar um chute que veio da linha azul e empatou o jogo em 2-2. Minutos mais tarde, Tyler Johnson fez seu 13º gol nesta pós-temporada, um gol histórico para a franquia, pois havia quebrado o recorde que pertencia a Brad Richards e Ruslan Fedotenko, ambos empatados com 12 gols. No terceiro período, Brent Seabrook novamente deixou a partida empatada, em uma jogada construída pelo capitão Jonathan Toews, deixando o defensor livre para concluir a jogada. O gol que rendeu a vitória ao Tampa Bay Lightning veio de uma oportunidade no power-play, Victor Hedman e Jason Garrison trocaram passes na linha azul e em seguida Garrison acertou um slapshot no gol de Corey Crawford para sacramentar a vitória em 4-3 em Tampa.



Johnson chegou a impressionantes 22 pontos nesta pós-temporada e seu 13º gol é o novo recorde da franquia em gols por um jogador em uma única edição de playoffs.

Lista com os atuais lideres (Imagem: NBC Sports) 

Ben Bishop sofreu uma lesão não revelada e foi substituído pelo rookie Andrei Vasilevskiy, foi uma situação diferente, pois Bishop tentou voltar ao gelo, mas sem condições deu novamente sua vaga ao russo Vasilevskiy. 

Próximo jogo: A série se muda para Chicago, aonde o United Center volta a receber jogos finais da Stanley Cup desde 2013, ano em que foram campeões. O confronto está agendado para às 21 horas (horário de Brasília).

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Chicago Blackhawks abre vantagem ao vencer primeiro jogo na final da Stanley Cup

Antoine Vermette é saudado pelos companheiros depois de fazer o gol que rendeu a vitória para Chicago.
(Foto: Mike Carlson / Getty Images)

Antes de conseguir uma vitória apertada na Amalie Arena nesta noite de Quarta-feira, os Blackhawks teve que enfrentar um esquema defensivo de dar inveja a qualquer equipe. Sem dar espaço para o adversário o Tampa Bay Lightning conseguiu marcar primeiro e segurar a vitória parcial por dois períodos.

Na corrida para ver quem conseguia o domínio do disco, Valtteri Filppula usou sua força física para vencer Duncan Keith, logo em seguida, Anton Stralman fez um disparo em direção ao forward Alex Killorn, que desviou o disco para bater Corey Crawford e abrir o marcador. Chicago teve inúmeras chances no power-play entre os dois primeiros períodos e criar chances claras de gol, mas sempre parava na forte marcação adversária. No decorrer do terceiro período, Ryan Callahan perdeu uma grande chance de ampliar o placar, ao perder um breakaway frente a Corey Crawford. Instantes depois a equipe de Illinois conseguiu virar o jogo, com 1:58 entre cada gol. O gol de empate foi anotado por Teuvo Teravainen, que fez um disparo a meia altura, Ben Bishop enfrentou um trafego com muitos jogadores em sua frente, e nada pode fazer. No segundo gol, prevaleceu o forecheck de Chicago, Patrick Sharp fez a pressão e Teravainen conseguiu roubar o disco para servir Antoine Vermette, que fez um belíssimo arremate no angulo esquerdo de Bishop, dando números finais ao primeiro duelo da Stanley Cup.



"É incrível", disse Teravainen. "Sei que temos uma grande equipe. Temos muita experiência, mas eu, eu sou um cara jovem aqui, então eu tento trazer um pouco de energia. Tampa Bay é realmente um grande time e possui um jogo incrivelmente rápido."

Crawford fez 22 defesas para manter os Blackhawks o tempo todo na partida, e essa vitória fora de casa foi um grande empurrão em direção ao seu terceiro titulo em seis temporadas.

O próximo confronto será neste Sábado 06/06, com horário agendado para às 20h15 no Amalie Arena em Tampa, Flórida. 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O MOCK – PARTE 2


Estar fora do TOP 5 no Draft, não necessariamente é motivo para desânimo. Seu time pode não acabar com um High End Elite Top Center como McDavid, Eichel, Strome ou Marner, mas isso não significa que os times entre a sexta e décima escolha esse ano não poderão sair com futuros grandes jogadores. A história do Draft nos mostra isso:

- Em 1980, os Oilers draftaram com sua sexta escolha o defensor Paul Coffey (dê uma olhada em suas stats pra saber se foi um steal ou não...)

- Em 1983, com a nona escolha os Canucks selecionaram Cam Neely (que acabou virando uma estrela dos Bruins).

- Em 1986, os Rangers selecionaram Brian Leetch com sua nona escolha.

- Em 1988 foi uma festa, Jeremy Roenick para os Blackhawks em oitavo, Brind´Amour para St. Louis em nono e Teemu Selanne para Winnipeg com o décimo pick (tirando o 1st pick overall que foi Mike Modano, estar fora do Top 5 esse ano foi vantajoso).

- Em 1991, Peter Forsberg foi a sexta escolha do Philadelphia Flyers (e, por incrível que pareça, foi um “reach” que surpreendeu a todos gerando muitas críticas).

- Em 1995, os Winnipeg Jets escolheram Shane Doan com sua Sétima escolha.

Quem sabe em alguns anos não olhemos para trás e encontremos algum futuro Hall of Famer fora do Top 5 dessa classe de 2015. Bem-vindos a nossa segunda parte do Mock:


6 – NEW JERSEY DEVILS
MATHEW BARZAL (Center) – SEATTLE THUNDERBIRDS (WHL)
44gp – 12g + 45a – 57p (+13)

Os Devils seguem para esse Draft em uma situação parecida com a dos Hurricanes. O time tem um sistema defensivo jovem e se mostrando bastante eficiente, enquanto passa por MUITAS dificuldades no setor ofensivo. New Jersey tem um ataque com uma média de idade alta, onde os únicos jovens do elenco são os talentosos Adam Henrique e Josefson. Jogadores como Elias, Gomez e Zubrus não rendem mais o que rendiam até dois anos atrás. Zajac desde a saída de Kovalchuk e Parise não tem mais a eficiência ofensiva que tinha, e Ryan Clowe e Michael Ryder parecem ser sombras dos jogadores que um dia foram. Barzal por essa razão parece a escolha perfeita para os Devils, e por mais que pareça ser um “reach” se olharmos para os rankings de scout, esse pode ser um “steal” dos Devils. O jovem até o ano passado era tido como uma certeza para top 4 nesse Draft junto com McDavid, Eichel e Hanifin. O que atrapalhou Barzal? Fratura na rótula do joelho que o afastou por quase 2 meses do gelo. Apesar do tamanho (6’0” ou 1,83m), o jovem é determinado e não tem medo de enfrentar jogadores maiores. É um Two-Way Center que é responsável defensivamente e é muito ágil e traiçoeiro ofensivamente. Se um Forward criativo é que os Devils procuram para o futuro, Barzal pode ser a melhor opção a essa altura.


7 – PHILADELPHIA FLYERS
IVAN PROVOROV (Defense) – BRANDON WHEAT KINGS (WHL)
60gp – 15g + 46a – 61p (+36)

Ok. Essa escolha causará muitos questionamentos... Principalmente de torcedores de Philadelphia. “Os Flyers já tem Sanheim, Ghost, Morin, Friedman, Hagg e Alt”... “Os Flyers não possuem Left Wing”... “O Flyers precisa de prospectos Forward”... Nós sabemos de tudo isso. Acreditem! Mas também sabemos duas coisas: O quanto o assunto “Defesa” é sensível para o time. E que a mentalidade de Philadelphia em Drafts sempre foi e parece continuar sendo “Escolher o Melhor jogador disponível”. Mesmo se pegarmos a fala de Hextall do mês passado onde ele diz que a inclinação dele é draftar jogadores Forward esse ano, ele deixa bem claro que “Se entre um D e um F, o F tiver maior valor para os Scouts, iremos de F.” Isso significa que, se um D for considerado mais valioso e com mais potencial que os Fs disponível, os Flyers irão de D. E é exatamente o caso aqui. Provorov, se compararmos com outros jogadores disponíveis a essa altura, como Zacha (Inconstante e indisciplinado), Crouse (ofensivamente questionado), Rantanen (patinação e velocidade questionáveis) ou Kyle Connor, é o que tem o melhor potencial para impacto em nível NHL. Além disso, você passaria um prospecto defensivo que tem média de mais de 1 ponto por partida em seu ano de Draft, que tem excelente jogo Two-Way, veloz, inteligente e que pode vir a ser um Oliver Ekman Larsson russo se tudo correr bem? Com Provorov, Philadelphia estaria cada vez mais perto de ter um core D elite no futuro, mesmo se 1 ou 2 desses prospectos citados no início não vingassem. Flyers possuem 10 picks nesse draft, (considerado bem profundo em quesito talentos) incluindo 2 no primeiro round e 6 deles antes da 100ª escolha. Provorov simplesmente parece um projeto bom demais para se passar.


8 – COLUMBUS BLUE JACKETS
ZACHARY WERENSKI (Defense) – UNIVERSITY OF MICHIGAN (NCAA)
35gp – 9g + 16a – 25p (+9)

Werenski parece ser uma escolha bem óbvia para Columbus. O time já possui um core ofensivo jovem e talentoso, mas sua defesa parece não muito atraente. Atualmente a defesa de Columbus depende da estabilidade e consistência dos veteranos Jack Johnson e Tyutin, e da esperança de que Ryan Murray consiga fazer uma sequência de jogos sem se machucar (algo que está afetando e muito o desenvolvimento da jovem promessa). Sem contar com a já anunciada saída de Mike Rielly (melhor prospecto defensivo da equipe). Com uma pool de F que conta com: Wennenberg, Milano, Bjorkstrand e Rychel, os Blue Jackets devem investir em sua D, principalmente se Zackary Werenski estiver disponível para ser o 8º pick do ano. Werenski, apesar de pouco comentado, teve uma temporada fantástica. Foi líder da NCAA entre defensores freshman em pontos (a frente até de Hanifin), e desempenhou um fantástico trabalho como defensor Two-Way tanto na sua equipe, quanto pela seleção americana na WJC Under 20. Além de um bom disparo e boa precisão de passes, Werenski tem um excelente jogo de transição e pode ser usado tanto no Power-Play, como ser usado no Penalty Kill no papel de shutdown. Werenski entre os defensores desse draft é o que tem melhor porte físico (1,88m e 97kg) e ainda tem espaço para crescer. “Grande e talentoso” são as qualidades que o tornam em uma fantástica aposta para os Jackets.


9 – SAN JOSE SHARKS
LAWSON CROUSE (Left Wing) – KINGSTON FROTENACS (OHL)
56gp – 29g + 22a – 51p (+10)

Com a contratação de DeBoer, Lawson Crouse se torna uma fantástica escolha para San Jose. Durante seu tempo em New Jersey o técnico aplicava ao seu time um sistema de forte marcação no forecheck, pressão na transição do time adversário e um jogo ofensivo baseado em posse do puck. Crouse tem qualidades que se encaixam perfeitamente a esse sistema. O grandalhão é um dos maiores mistérios desse Draft, tido como um High End prospecto apesar de seus números não serem tão bons assim. Muito disso pode ser atribuído ao fato de que ele joga em um time sem muitas estrelas onde a maior delas (Sam Bennett) passou a maior parte da temporada machucado. As qualidades de Crouse, entretanto, vão além dos números. O jovem mamute de 1,93m de altura e já pesando quase 100kg tem um forecheck feroz, adora jogar nas áreas mais “sujas” além de possuir mãos ágeis e um forte domínio e controle de puck (o que torna dificílimo tirar o disco dele), patinação e velocidade o tornam em uma constante ameaça para defesas adversárias. Lawson Crouse não é o playmaker que deixará os outros na cara do gol, mas isso não é tanto um problema quando se tem no elenco jogadores como Logan Couture, Hertl ou Joe Thorton.


10 – COLORADO AVALANCHE
PAVEL ZACHA (Center/ Right Wing) – SARNIA STING (OHL)
37gp – 16g + 18a – 34p (+5)       

Colorado possui duas necessidades distintas para esse Draft, solidificar sua Defesa e ter mais depth no ataque. Considerando que defensivamente o time já possui em seu roster Defensores como Erik Johnson (se tornando cada vez mais o jogador que esperavam dele quando foi draftado como #1 overall por St. Louis), o cada vez melhor Tyson Barrie e o barato e confiável Redmond, Colorado ainda conta com prospectos promissores para sua Blue Line como Chris Bigras, Duncan Siemens e/ou Mason Geertsen. Ofensivamente, os melhores e mais promissores jogadores da franquia já estão no elenco principal. Zacha seria um jogador perfeito para Roy, pois consegue jogar tanto na Wing quanto como center, é um jogador veloz, explosivo, que sabe usar muito bem seu corpo para ajudar na defesa e tem incrível destreza com o stick para criar situações ofensivas e abrir espaço para companheiros. Zacha ainda tem um certo trabalho de desenvolvimento pela frente. O jogador além de inconsistente e ter apresentado números decepcionantes nessa temporada, tem que trabalhar sua disciplina (3 suspensões por hits questionáveis na cabeça). Apesar de não ser um investimento tido como imediato, seu talento e potencial o torna uma aposta que se, bem-sucedida, trará uma IMENSA recompensa para Colorado.


O espaço para comentários está aberto a discussões (e a partir de agora terão muitas), então fiquem à vontade para participar e debater. Em breve a parte 3 de nosso Mock com as escolhas de Florida Panthers, Dallas Stars, Los Angeles Kings, Boston Bruins e Calgary Flames.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Recordando o titulo da Stanley Cup de 2006, conquistada pelo Carolina Hurricanes

Rod Brind'Amour levanta o troféu da Stanley Cup frente à seus companheiros de equipe. (Imagem: Carolina Hurricanes)

Hoje vamos relembrar a conquista da Stanley Cup de 2005, no qual o Carolina Hurricanes comandado por Rod Brind'Amour, Cory Stillman, Eric Stall, Justin Williams, Cam Ward e outros bons jogadores conseguiram o único titulo no currículo da franquia. 

O treinador do Carolina Hurricanes em 2006 era Peter Laviolette, atualmente obtendo sucesso ao lançar o Nashville Predators novamente aos playoffs, mas isso não está em questão aqui. Laviolette assumiu o comando na temporada 2003-04, um ano antes do lockout, não foi uma temporada dos sonhos, pois naquele ano sua equipe acabou perdendo a pós-temporada com uma campanha medíocre com 76 pontos, ocupando a 11º colocação na Conferência Leste. Mas em 2006, Laviolette conseguiu deixar sua equipe na segunda colocação do Leste, com 112 pontos, um à menos em relação ao Ottawa Senators.

                                               Jornada até a final da Stanley Cup

Nos playoffs, Carolina teve como seu primeiro adversário o maior campeão de todos os tempos, o Montreal Canadiens, os dois primeiros jogos em casa, foi de muita compreensão, pois os canadenses venceram esses jogos e assustaram o futuro campeão. Mas em sequência os furacões venceram quatro jogos e avançaram para as semifinais para confrontar o New Jersey Devils de Martin Brodeur. Sem ver a cor do disco, os Devils foram eliminados em 5 jogos, incluindo uma goleada no primeiro jogo com o placar final em 6-0. Com a confiança lá encima, Carolina encarou na final da Conferência o Buffalo Sabres, que não tomou conhecimento e mandou para casa o badalado Ottawa Senators que viria a disputar a SC na temporada seguinte. Era uma final arriscada para o campeão, pois Daniel Briere e Chris Drury eram as armas letais e estavam em grande fase. A final da Conferência Leste só foi decidida no jogo 7, aonde o mando de gelo e a torcida empurram os furacões para a final da Stanley Cup.

Elenco do Carolina Hurricanes posam para foto com o titulo Prince of Wales, recebido ao campeão da Conferência Leste.
(Imagem via Getty Images)

                                                     Stanley Cup

Uma parte da missão de Laviolette foi cumprida, e o Carolina Hurricanes conseguiu chegar aonde muitos chegaram, mas aonde poucos saíram vitorioso. O adversário era o Edmonton Oilers, cinco vezes campeão, mas que também tinha uma pressão nas costas para voltar a vencer o titulo máximo da NHL. A equipe canadense conseguiu a última vaga entre as equipes do Oeste com muito sacrifício, mas passou com muita autoridade sobre Detroit Red Wings, San Jose Sharks e Anaheim Ducks.

O primeiro jogo foi muito complicado para a equipe de vermelho, a desvantagem no placar ao termino do segundo período foi muito desgastante, mas as coisas iriam melhorar ao subir do vestiário. Ray Whitney fez dois gols em sequência e empatava em 3-3. Minutos mais tarde e com um homem à menos no gelo, Justin Williams deixava os donos da casa na vantagem de um gol, mas logo seriam frustados com um gol de Ales Hemsky no power-play, amarrando o placar em 4-4. Com menos de 40 segundos para o fim do terceiro período, o capitão Brind’Amour evitou o overtime ao marcar seu 11º gol na pós-temporada e fechar o jogo 1 com uma grande vitória em casa.

No jogo seguinte, Carolina aproveitou novamente o público caloroso e goleou os petroleiros por 5-0, com direito à três gols no power-play.

A série final se mudou para o Rexall Place, aonde o Edmonton Oilers tinha total apoio de seus torcedores, mesmo assim, não foi uma das vitórias mais fáceis, Ryan Smith e Shawn Horcoff fizeram os gols que deram a vitória no jogo 3 em 2-1. Primeira vitória de Edmonton e série em 2-1 para os americanos.

No jogo 4, Carolina se vingou da derrota sofrida na partida anterior e com o mesmo placar abriria 3-1 na série, ficando à uma vitória do titulo da Stanley Cup.

Retornando ao RBC Center, em Carolina, a equipe da casa precisava de uma vitória simples para poder erguer o troféu, mas os visitantes complicaram ao máximo, e no gol de Fernando Pisani conseguiram vencer no tempo-extra em 4-3 e levaram o jogo 6 para o Canadá.

O jogo 6 teve um Edmonton Oilers com uma postura mais agressiva e aproveitando suas oportunidades com um homem de vantagem no gelo. O goleiro Jussi Markkanen fechou o gol e fez 16 defesas para liderar sua equipe em uma brilhante vitória por 4-0.

Era uma Segunda-feira, 19 de Julho de 2006, o público lotado no RBC Center arrepiava qualquer jogador que vestia o manto vermelho dos Hurricanes. O primeiro período acabou em favor da equipe local, com Aaron Ward indo as redes logo no inicio da batalha final. O tão esperado titulo obteve muitos heróis, mas era a vez do defensor Frantisek Kaberle escrever seu nome ao ampliar o marcador para 2-0, em uma oportunidade no power-play. Pisani, autor do gol vitorioso no jogo 5, acendeu as esperanças de Edmonton quando quando subiu do vestiário para diminuir à vantagem para um gol. Com pouco mais de um minuto para o fim do período regulamentar, os Oilers estavam à beira da derrota e foram obrigados a tirar o goleiro na esperança desesperada de forçar a prorrogação. Mas não contavam com a presença de Justin Williams, que foi servido por Eric Stall e Bret Hedcan para marcar com o gol vazio e fechar o jogo em 3-1. Foi a primeira e única conquista do Carolina Hurricanes em toda sua história na NHL, que no inicio da festa teve seu capitão Rod Brind'Amour levantando o troféu da Stanley Cup.

Abaixo os melhores momentos do jogo 7, junto com a cerimônia de entrega da Stanley Cup.



Ward substituiu o goleiro suiço Martin Gerber, que lutou contra uma doença no estomago não revelada, e teve muita dificuldades nas duas perdas para o Montreal Canadiens na primeira rodada. Mas no final dos playoffs, o rookie recebeu o prêmio Conn Smythe Trophy, concedido ao jogador mais valioso para sua equipe na pós-temporada.

O goleiro Cam Ward foi eleito o MVP dos playoffs. (Fonte de imagem desconhecida)

O ano de 2006 foi uma época triste para os fãs do hóquei no gelo, pois muitos jogadores históricos se aposentaram da NHL naquele devido ano, confira alguns nomes!

Dave Andreychuk, Brett Hull, Mario Lemieux, Alexander Mogilny, Luc Robitaille, Steve Yzerman, Alexei Zhamnov, Tie Domi e Zigmund Palffy.

Espero que vocês tenham gostado dessa ideia, pois relembrar o que aconteceu no passado não tem preço, agradecemos à todos vocês pela visita!

domingo, 31 de maio de 2015

O MOCK - PARTE 1


Incerteza. Essa é a palavra chave para um Draft. Seja ela usada para determinar onde um jogador será escolhido quanto se ele terá sucesso após a escolha. Rankings de organizações e times de scouts servem como um termômetro para o evento, mas assim como em previsões do tempo essas listas podem estar enganadas. Um bom exemplo disso é o Draft de 2013 em New Jersey, onde Seth Jones passou toda a temporada (inclusive fechou o Ranking Final do Central Scouting) como #1, e terminou sendo a quarta escolha daquele ano por Nashvile.
Os rankings e listas servem o propósito de ordenar os jogadores pelos seus potênciais seguindo um ponto de vista único e característico de quem está trabalhando nele. NÃO EXISTEM DUAS LISTAS IGUAIS, especialmente em um ano tão rico em talentos como 2015.
A incerteza aumenta ainda mais quando levamos em consideração que o grupo de scouts profissionais de um time tem seu próprio ranking, e acreditem, esse Ranking pode ser mais estranho que o do Craig Button. Durante uma série de documentários feitos pelo Philadelphia Flyers sobre o processo do Draft de 2013, um dos episódios mostrava uma discussão entre os scouts do time, onde o grupo indicava que tinham Samuel Morin (que acabou sendo escolha do Flyers naquele ano) rankeado acima do Sean Monahan para eles. Eles estavam certos? Isso não importa, pois para aquele grupo de scouts naquele momento, o interesse deles sobre o potencial que Morin tinha, estava acima das certezas que já cercavam Monahan. Tudo trata de necessidade x aposta. Seth Jones deveria ser o #1 pick de 2013 apenas pelo motivo de que era tido como unanimidade entre Rankings? Não. Pois ele não era unanimidade entre os times de scouts de Colorado, Edmonton ou Flórida.
Lembrem-se, tudo no Draft é movido a incertezas, por isso que essa matéria se torna tão divertida. Abaixo começamos nossa aposta das 5 primeiras escolhas do Draft de 2015:


1 – EDMONTON OILERS
CONNOR MCDAVID (Center) – ERIE OTTERS (OHL)
47gp – 44g + 76a – 120p (+60)

Tem um motivo pelo qual circula pela internet vídeos de torcedores dos Oilers vibrando por terem vencido a loteria do Draft, e o nome dele é Connor McDavid. Não se deve passar um jogador como McDavid nem mesmo se sua defesa seja fraca como a dos Oilers. Não se deve passar um jogador como McDavid nem mesmo se já tenha no roster um grupo talentoso de jovens Forwards; Que diabos... NÃO SE PASSAR UM JOGADOR COMO MCDAVID, nem mesmo se você já tivesse 4 centers estabelecidos no time. Pq ele é tão especial? Dominante no gelo, imprimi seu próprio ritmo ao jogo, fantástico controle de puck, enorme velocidade, fantástica visão, é alto, responsável defensivamente (apesar de algumas pessoas dizerem que ele não é), e é sempre uma ameaça ofensiva pois não tem medo de ir para cima do gol, esse é Connor McDavid. Talvez seu único defeito seja que ele ainda não tem o porte físico de um jogador da NHL, mas convenhamos... Ele tem apenas 18 anos. Os Oilers continuarão tendo problemas na defesa, mas pelo menos sairá desse Draft com um Franchise #1 Center que é considerado por alguns o próximo Lemieux, ou Crosby. Se estão certos ou errados sobre ele, só o futuro próximo dirá, mas até lá, VOCÊ NÃO DEVE PASSAR UM JOGADOR COMO MCDAVID.



2 – BUFFALO SABRES
JACK EICHEL (Center) – BOSTON UNIVERSITY (NCAA)
40gp – 26g + 45a – 71p (+51)
O melhor prêmio de consolação desde Evgeni Malkin em 2004. Buffalo não precisa se lamentar por ter perdido a loteria para Edmonton, pois ainda assim sairão do Draft com um #1 Franchise Center. Até a metade da temporada, Eichel chegou a ser estar empatado com McDavid como primeiro no Ranking. Suas qualidades ofensivas já são de nível elite, possui alto QI de jogo, precisão no disparo, é intenso e incansável no gelo, tem um excelente jogo de boards, e patinação e velocidade já acima do padrão NHL. Eichel é dominante no gelo e é explosivo a  cada shift, e não só entre os garotos da NCAA. Veja a participação dele no Mundial de Hockey recentemente, onde ele anotou 7 pontos em 10 jogos pelo time principal do país jogando entre adultos. O rapaz nem draftado foi e já faz estragos entre gente grande. Apesar de um promissor core de centers, com Ennis e Girgenson, e Sam Reinhart chegando muito forte na pipeline, Eichel é exatamente o que Buffalo precisa, um genuíno #1 Center que ajudará (e muito); juntamente com Evander Kane e Matt Moulson; a ressucitar o poder ofensivo do time. O futuro se mostra excitante para os Sabres na próxima temporada.


3 – ARIZONA COYOTES
NOAH HANIFIN (Defense) – BOSTON COLLEGE (NCAA)
37gp – 5g + 18a – 23p (+12)

Dane-se Craig Button, Hanifin é terceiro em nossa lista. Com McDavid e Eichel fora, qualquer ordem a partir de agora é possível, principalmente quando Arizona entra nesse draft como uma equipe que passa por dificuldades tanto ofensivas (quinto pior ataque desse ano) quanto defensivas (terceira pior defesa). Tudo anda azedo pela região de Glendale, então vamos por partes: O grupo ofensivo da equipe, apesar de quinto pior da liga, é formado por jovens talentosos como, Boedker, Hanzal e Gagner, e tem a liderança do experiente Shane Doan. O time possui uma pool ofensiva incrivelmente rica com promessas como Max Domi, Dvorak, Lessio, Perlini e Duclair. Todos esses jovens tem upside para jogadores de NHL. O grupo defensivo da equipe entretanto se apresenta como um grande problema. Arizona conta com, basicamente, o já considerado elite Oliver Ekman Larsson e o prospecto Brandon Gormley (que apesar de ser altamente considerado como futuro #2/#3 D, ainda não conseguiu mostrar uma consistência que o mantenha na equipe), e se você possui um Ekman Larsson e esse termine a temporada com -18 plus minus, algo está muito errado. É aí que entra nossa aposta em Hanifin. Ele já é tido como NHL Ready Defensor Two-Way forte e com muita mobilidade, alto potencial a Top Pair, possui qualidades para Quarter Back de Power Play, grande domínio do puck, além de um excelente primeiro passe. Então convenhamos, se você é o quinto pior ataque, mas possuísse inúmeros jovens que podem mudar isso e a terceira pior defesa da liga contando com praticamente 2 jogadores para o futuro, quem você escolheria nesse draft? Um D ou um F? Nossa aposta definitivamente é em Hanifin.


4 – TORONTO MAPLE LEAFS
DYLAN STROME (Center) – EIRE OTTERS (OHL)
68gp – 45g + 84a – 129p (+47)
Toronto está longe de ser uma equipe sem qualidade, tanto na defesa quanto no ataque os Leafs têm jogadores talentosíssimos e com grande potencial, isso sem contar com os jovens como Nylander chegando com tudo. Então o que falta a Toronto? Disciplina, confiança, e um #1 center que lidere o time. Mike Babcock, contratado como novo técnico da equipe, provavelmente sanará os dois primeiros problemas, mas como tentar resolver o terceiro? A resposta é: com Dylan Strome. Os talentos ofensivos e tamanho fazem de Strome, o protótipo perfeito ao cargo de #1 center da franquia. Playmaker com incrível inteligência, ótimo arsenal ofensivo e sempre se mostrando presente em todos os shifts, Strome é intenso e consegue controlar os 3 setores do gelo quando engajado defensivamente. Com a tutela de Babcock para aprimorar essa disciplina defensiva, Strome se torna uma aposta de baixo risco frente uma recompensa tão alta, dando aos Leafs o potencial de ter em alguns anos o próximo grande Center e líder da Franquia desde Mats Sundin. Conseguem imaginar a top line de Toronto com VanRiemsdyk – Strome – Nylander? (**Arrepios**)


5 – CAROLINA HURRICANES
MITCHELL MARNER (Center) – LONDON KNIGHTS (OHL)
63gp – 44g + 82a – 126p (+36)

Carolina não ficará maior com essa escolha, mas certamente ficará mais ameaçadora ofensivamente. Defensivamente falando, os Canes possuem um bom grupo, terminando a temporada com 226 gols sofridos, o mesmo número de gols que Anaheim, por exemplo, e quatro gols a menos que os Islanders. Ofensivamente falando... Bem... Carolina terminou como quarto pior ataque do ano apesar de ter jogadores como Jordan e Eric Staal, Alexandre Semin e Jeff Skinner. A situação ofensiva dos Hurricanes é tão caótica que até seu time farm da AHL, o Charlotte Checkers, conseguiu ser um dos últimos da liga registrando o terceiro pior ataque. Quer um dado AINDA pior? Os melhores prospects ofensivos dos Canes são Brock McGinn e Victor Rask (que já está na NHL...). Esses são dados o suficiente para chegar a uma simples conclusão: Não importa o tamanho, pegue o melhor jogador ofensivo disponível, e Mitchell Marner é esse jogador. Um jovem dotado de incrível velocidade, inteligência e visão, exímio playmaker, e batalhador que pode variar seu jogo entre Center e Wing, não causando a superpopulação de um setor para equipe. Apesar de baixo, o maior problema de Marner é seu peso; listado com 163lbs/74kg, ele precisará ganhar bastante peso antes de entrar na liga profissional. O jovem se continuar evoluindo no seu dinamismo e intensidade e ganhar peso, certamente estará na NHL em breve, ajudando e MUITO Carolina que tanto precisa dessa ajuda.



Dificilmente agradaremos a todos com essa lista, mas estamos loucos para debater. Não concordou ou achou ótimo, deixe um comentário. Discussão está aberta para o nosso Top 5. Em breve a segunda parte com as escolhas de New Jersey, Philadelphia, Columbus, San Jose e Colorado.

Chicago Blackhawks não teme o adversário e vence a Conferência Oeste

Jogadores do Chicago Blackhawks recebem o troféu Clarence S. Campbell Bowl depois de uma vitória por 5-3 sobre o Anaheim Ducks no jogo 7. (Foto: Harry How / Getty Images)

Dia 30 de Maio seria um dia inesquecível para os torcedores presentes no Honda Center, sem comemorar um titulo da Stanley Cup desde 2007, os donos da casa sentiram a pressão e foram eliminados em casa para o Chicago Blackhawks.

Chicago aproveitou bem as chances imposta no primeiro período, em seis chutes ao gol de Frederik Andersen, a equipe de Illionois postou uma vantagem de 2-0 no placar, com o capitão Jonathan Toews anotando os dois gols, um deles no power-play. No período seguinte, Brandon Saad e Marin Hossa ampliaram o marcador para 4-0, parecia impossível inverter tal placar, mesmo com sua torcida jogando ao seu favor. As esperanças voltaram quando Ryan Kesler nos instantes finais do segundo período e Corey Perry na metade do período final, diminuíram para 4-2, devolvendo os Patos ao jogo e com uma grande possibilidade de empatarem o duelo. Para piorar a situação dos Ducks, Cam Fowler cometeu a quarta penalidade de sua equipe no confronto, e foi do penalty-box que o defensor viu Brent Seabrook fazer o quinto gol e praticamente selar a vitória de Chicago. Matt Beleskey chegou a diminuir o placar em 5-3, mas não foi o suficiente para provocar uma reação que começou muito tardia. Logo após o jogo, os jogadores do Chicago Blackhawks comemoram o título da Conferência Oeste e sua terceira participação na Final da Stanley Cup em seis anos.



Agora Chicago tem pela frente a equipe do Tampa Bay Lightning, que também venceu fora de casa o jogo 7, ao sobrevivendo ao vencer com autoridade o New York Rangers no Madison Square Garden. A final da Stanley Cup está marcada para iniciar nesta Quarta-feira, dia 3 de Junho, com a equipe da Florida levando vantagem no mando de gelo, já que fez uma campanha melhor na temporada regular.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Tampa Bay Lightning conquista titulo da Conferência Leste

Jogadores do Tampa Bay Lightning celebram vitória no jogo 7 contra o New York Rangers. (Foto: Jared Silber / Getty Images)

18 mil pessoas compareceram ao Madison Square Garden nesta Sexta-feira para o tão aguardado jogo 7 das finais da Conferência Leste. 

A equipe da casa tentou dominar as ações durante o primeiro período, mas Tampa Bay teve muito sucesso nos contra-ataques e obrigou Henrik Lundqvist a fazer 9 defesas. No segundo período, Lundqvist salvou sua equipe por diversas vezes e manteve o placar em 0-0, uma delas foi uma incrível defesa no arremate de Tyler Johnson. No período mais movimentado da partida, Alex Killorn abriu o placar ao disparar entre as pernas do goleiro sueco, mas a torcida local só perdeu as esperanças quando Ondrej Palat em uma grande jogada com contribuição de Johnson, fechou o marcador com um belíssimo gol no angulo. Nos minutos finais, Lundqvist foi puxado na tentativa de surpreender a equipe rival, mas não surtiram o efeito esperado mesmo com um homem de vantagem sobre o gelo. Ben Bishop fez 22 defesas contra um ataque tímido de Nova Iorque, e contribuiu para a vitória acirrada por 2-0 no Madison Square Garden.


Ao fim da sirene, Steven Stamkos e seus companheiros de equipe comemoraram o retorno da franquia a final da Stanley Cup.

Steven Stamkos ao lado do vice-comissario Bill Daly na entrega do troféu Prince of Wales. (Foto: Jared Silber / Getty Images)

Tampa Bay retorna para uma disputa de Stanley Cup desde seu titulo em 2004 sobre o Calgary Flames. Seu adversário na próxima Quarta-feira sai neste Sábado, com Anaheim Ducks e Chicago Blackhawks batalhando no jogo 7 em pleno Honda Center, na Califórnia.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O DRAFT, O MOCK, O PROCESSO



Se você acompanha Hockey a pelo menos 3 anos sabe da importância do Draft para um time; basta olhar para Calgary ou Winnipeg com seus recentes sucessos. Mas, se você acompanha hockey a 10 anos, sabe ainda mais da importância dele. É só se virar para times como Chicago, Los Angeles, Detroit, ou até mesmo Pittsburgh, que se moldaram e se ergueram como potências do esporte através de um bom trabalho de seleção de prospectos e tendo paciência com o plano.

O Draft é tão importante para o esporte que a preparação dos times para esse dia é monstruosa. São meses de dedicação dos scouts, observando, analisando e traçando perfis de jovens ainda amadores. Jogos e mais jogos são vistos, tapes e mais tapes são gravados, relatórios e discussões revendo cada aspecto de seus jogos são feitos. E perguntas são levantadas:

Ele sabe patinar?
É forte em batalhas nos boards?
É responsável defensivamente?
Têm bom posicionamento?

Draft é mais que uma ciência, é uma arte cheia de apostas e riscos. Uma arte que não envolve apenas a leitura de números, mas que também é necessário ter feeling, experiência e aquela visão para os detalhes. Disposto a encarar o desafio, o Hockey Night Brasil decidiu se pôr na pele de um scout e está preparando seu próprio Mock desse ano.

Lógico, ainda estamos distantes de ter as ferramentas e know-how que americanos, canadenses e europeus possuem, mas ainda assim, tentaremos analisar todos os prospectos elegíveis e tentar deduzir qual deles cada time escolherá no primeiro round.

Não estamos falando de chutar quem escolherá quem, mas de se pôr na situação e tentar enxergar o panorama geral. Que time necessita de que tipo de jogador, como é a pool de cada um deles, onde estão suas deficiências, e quem poderia ajudar. Nosso Mock será dividido em 6 partes, cobrindo 5 times em cada matéria, e obedeceremos aos seguintes parâmetros para nossas escolhas:

- Stats: Lógico que estatísticas contam, não iremos negar que se um jogador fez uma média de mais de 1 ponto por partida, ele tem uma característica ofensiva bem evidente. Mas além de gols e assistências, devemos olhar para outros números, como plus- (se o jogador é também responsável defensivamente), PIM (se o jogador é disciplinado) e até mesmo altura e peso (acredite, isso é importantíssimo hoje em dia).

- Prospect Pool: Todo time tem uma pool de prospectos, que mostram quais setores do time estão cobertos ou quais estão enfraquecidos para o futuro. Nesse aspecto, não devemos dizer se eles vingarão ou não, mas sim analisar se eles têm chances de projeção para NHL. A partir daí podemos, juntamente com a análise do ROSTER, prever qual setor poderá ser o ponto forte e qual poderá se tornar o ponto fraco de uma equipe no futuro.

- Roster Atual: Aqui devemos considerar o elenco atual da equipe. Seus pontos fortes e seus pontos fracos. Quem são os principais jogadores? Eles estão no auge da carreira? As necessidades para a melhoria dos rosters são de impacto imediato ou longo prazo? Todos esses elementos são importantes para sabermos qual perfil de jogador cada time estaria mais inclinado a apostar.

Entendam, nossa missão aqui não é acertar todos (apesar que seria incrível se conseguirmos), nem dizer que esse é o approach que cada equipe assumirá, mas sim analisar as fraquezas e qualidades de cada equipe e tentar prever o comportamento de cada uma no Draft. Se acertaremos ou não, só o dia 26 de Junho irá dizer.

Chicago Blackhawks não desaponta sua torcida e continua sonhando com o título

Andrew Shaw finta Frederik Andersen e faz o quarto gol de Chicago durante o terceiro período.
(Foto: Jonathan Daniel / Getty Images)

O Chicago Blackhawks fez a lição de casa e não desapontou sua torcida no United Center, depois de vencer por 5-2 o Anaheim Ducks no sexto confronto, a equipe de Illinois forçou o jogo 7, mas sabe que terá pela frente um jogo dificílimos no Honda Center para continuar o sonho de chegar a mais uma Stanley Cup.

Duncan Keith teve um grande desempenho na noite de ontem e participou dos três primeiros gols, uma delas foi no primeiro gol de Chicago, aonde Brandon Saad disparou entre as pernas de Frederik Andersen para abrir o placar durante o segundo período. Depois Keith fez um excelente passe para Marian Hossa pegar Andersen desprevenido e obter dois gols de vantagem. Minutos depois Keith serviu Patrick Kane, que fez uma brilhante jogada para alcançar seu décimo gol na pós-temporada. Para acrescentar a vitória de Chicago, Andrew Shaw fez dois gols nos minutos finais do terceiro período, um deles com o gol vazio, liquidando a vitória em 5-2 para forçar o jogo 7 em Anaheim.


O principal defensor de Chicago não só fez uma partida exemplar no ataque, como estava no momento certo para evitar o empate de Anaheim. Na ocasião a partida estava em 3-2 e seria o gol de empate caso o defensor não evitasse que o disco entrasse no gol.


Jogo 7: As equipes tiveram jogos acirrados no percusso, incluindo dois jogos que chegaram no tempo-extra, e por conta disso ganharam dois dias de descanso até se matarem no jogo final, aonde só um continuará com o sonho vivo de vencer a tão desejada Stanley Cup. O duelo inicia às 21 horas desse Sábado!